Pensatempos

Orlando Figueiredo


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Parabéns Mia

Mia CoutoSou um leitor assíduo de Mia Couto. Delicio-me com a forma como reinventa o português e o travo moçambicano que lhe impregna. Gosto da ficção e dos mundos para onde a sua escrita me transporta, da problematização da natureza humana e das contingências, simultaneamente regionais e universais, que emergem nessa problematização.

De acordo com o jornal Público, o júri considerou que a atribuição do prémio se justificava pela “vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a profunda humanidade”. O que me cativa na obra de Mia é sobretudo a humanidade, o amor que o o autor coloca em cada um dos seus personagens deixa transparecer o amor que ele sente pela terra, pelo povo, pela cultura moçambicana e pela lusofonia. A inovação estilística e os neologismo são interessantes sobretudo porque traduzem e valorizam a omnipresença da humanidade da sua escrita.

PensatemposPensatempos, o nome deste blogue, foi emprestado do título de um livro de textos de opinião de Mia Couto publicado em 2005 (os créditos estão plasmados na barra lateral da página de início). Não é um livro de ficção. São reflexões, pensamentos localizados num tempo específico – pensatempos. Nele encontramos a Carta ao Presidente Bush, publicada no semanário Savana em 2003, aquando da invasão do Iraque pelas tropas estadounidenses, ou Uma palavra de conselho e um conselho sem palavras, um texto elaborado para crianças lusófonas integradas no programam interescolar Ciência Viva, publicado em Julho de 2004. Continuar a ler