Pensatempos

Orlando Figueiredo


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A (very) stupid man

Everybody is shocked (and it’s good they are) with the words spoken by an ignorant member of the European parliament creator and elected by the extreme right Polish, libertarian and Eurosceptic political party Coalition for the Renewal of the Republic – Liberty and Hope (KORWiN). His name Janusz Ryszard Korwin-Mikke.

Nevertheless, I was listening to him and thinking how stupid can a Polish still be. He was talking about the position of women in the physics Olympiad, claiming that the first Polish girl running for this contest was classified in the 800th position. Well, at least he is right in one thing – knowing physics is a synonym of intelligence and brightness of mind. And, of course, I am the right person to testify it; after all I am a physics teacher (please, do not forget to read sarcasm in this). Continuar a ler


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Do direito ao voto ao direito à voz – “Against Elections”, o mais recente livro de David van Reybrouck

Against Elections: The Case for Democracy

Against Elections: The Case for Democracy

David van Reybrouck é um escritor belga, flamengo, com uma vasta obra publicada no domínio da poesia da prosa, teatro, ensaio político e histórico. Um dos seus mais recentes livros, traduzido para inglês com o nome Against Elections: The case for Democracy, discute a crise da democracia, as suas origens e apresenta diversas propostas de soluções. Estruturado em sete capítulos, I – Sintomas; II – Diagnóstico; III – Patogénese e IV – Remédios, van Reybrouck identifica a crise da legitimidade e a crise da eficiência como os principais problemas da crise da democracia.

David Van Reybrouck

David van Reybrouck, autor de Against Elections

Ao longo do livro, Reybrouck desmonta o processo eleitoral, como método de perpetuação de uma aristocracia política que apenas difere da aristocracia tradicional por não se vincular à hereditariedade. O autor mostra como, após as revoluções americana e francesa, feitas pelo povo, o poder foi tomado por uma elite economicamente favorecida que instaura as eleições como forma de perpetuação do seu poder. Afastados das urnas durante séculos, foram as lutas de classe e de género que reclamaram para as classes governadas o direito ao acesso às urnas.

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It’s football season…

The results of the UK referendum ended up to be a turn-up for the books and left the British and Northern Irish frowning wickedly at the rest of European countries. They simply took Europe for granted and didn’t care about the referendum – it’s the football season, who wants to know about a stupid referendum? No wonder last Friday, when the bomb went off on their hands, they found the EU was not such a bad companion to the point of making them go on all alone. Last Thursday, UK people didn’t give Europe a lesson of democracy. UK people gave Europe a lesson of ignorance, irresponsibility and incapability. Now, it is time to own up to the folly and work out a way to call of the disaster.


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Not all cultures are equally valuable

Versão portuguesa: Nem todas as culturas são iguais

In his book entitled “The Moral Landscape”, Sam Harris, a staunch defender of atheism and part of a movement known as New Atheism, discuss and criticises the politically correct cultural relativism. Harris argues that there are cultures that cause suffering while others promote well-being. In consequence, they must be differently valued. The Landscape from the title concerns the hilly 3D graphics showing the well-being achieved as the dependent variable and the cultural background of diverse societies as the independent one. Highest hills represent, of course, societies that were capable of achieving better well-being. He also recognises the subjectivity of the term well-being. However, as a neuroscientist, he also proposes methods of measuring it objectively, namely using the concentration of happiness related molecules in our brains.
The recent events in Brussels airport and in the metro station of Maelbeek show, unfortunately once again, how right Sam Harris is. Many will affirm that this is not Islam; they’ll bespeak Islam as a peaceful religion, and claim radicalism as the cause of terrorist attacks, not Islam. And they’re right. I do believe there are plenty Muslims that do not agree with daesh ways. However, Islam, like all other Abrahamic religions, is a misogynist, male chauvinist society, and a homophobic and xenophobe culture. If self-entitled Muslims, like most self –entitled Christians and Jews, defend peace and human rights, it is not because of their religion, but in spite of it. In fact, it needs a really flexible interpretation to discern the “Old Testament”, the “Tora” or the “Coran”, as texts of peace. I am also convinced most of these people are Muslims, Christians or Jews because they were educated in that culture, and never had the opportunity of making a critical reading of their religion books.
It is time to stop with the politically correct discourse that all cultures are equally good and valuable. Individuals must be always treated as persons, and have their will respected within the boundaries of democracy, by all, laic or religious, cultures. But, cultures and ideas must be strongly criticised and, if that is the case, denounced.
After all I still prefer Belgium to Saudi Arabia, and it is not just because women can freely drive in the former.


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A hesitação do Reino Unido perante a União Europeia

O “Brexit”, British exit (da União Europeia), está na ordem do dia por toda a Europa. O cenário é complexo. Se as recentes negociações entre David Cameron e o Conselho Europeu, levadas a cabo em Bruxelas, terminaram com o celebrativo Twitter de Donald Tusk, Presidente do Conselho Europeu:

a realidade é que o referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia está marcado para junho. David Cameron tem quatro meses para convencer os britânicos que ficar é a melhor opção. A questão é fraturante, tanto do lado dos conservadores como do lado dos trabalhistas. As opiniões dividem-se e ambos os lados possuem apoiantes da permanência e da saída. David Cameron, primeiro-ministro e líder do partido conservador, decidiu fazer campanha pela permanência do Reino Unido na União Europeia, porém, Michael Gove, ministro da justiça do governo presidido por Cameron, já declarou publicamente que vai fazer campanha pelo “Brexit”. Continuar a ler


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Entrevista de Domingos Andrade a Orlando Figueiredo, cabeça de lista do PAN às eleições Europeias, no Porto Canal

22-maio-2014


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Sete razões para votar PAN

reestruturarCaras amigas e caros amigos,

Aproxima-se o fim da campanha eleitoral das eleições para o Parlamento Europeu, pelo que gostaria de partilhar convosco a minha perspetiva das experiências que vivenciei nas últimas semanas.

No dia 28 de abril, antes de o PAN disponibilizar o Programa Político Europeias 2014 na internet, visitei o Estabelecimento Prisional do Linhó e conversei com algumas das pessoas que aí estão reclusas. A grande maioria desconhecia que, mesmo em situação de reclusão, tinham o direito a votar. Mais tarde o PAN veio a saber que nesse estabelecimento prisional dois reclusos solicitaram o voto antecipado por correspondência. O PAN fez aí a diferença.

Porém, esta está longe de ser a única diferença que o PAN tem sido capaz de fazer. Numa campanha pouco mediatizada, com apenas um debate entre partidos onde o PAN teve assento, e fortemente centrada nas questões económicas, senti alguma dificuldade em fazer passar uma mensagem integral e dar a relevância às outras temáticas. A visão integral do PAN que rejeita o antropocentrismo vigente, e reconhece valor intrínseco e direitos aos Animais e à Natureza, nem sempre transpareceu nos meios de comunicação social. Se por um lado esta situação é indiciadora de que os meios de comunicação começam a ver o PAN como um partido com um projeto social sério e exequível – onde a defesa dos que pela sua natureza não humana não tem voz – por outro lado deixa a descoberto a falta de interesse dos media nestas questões.

Em consequência – sem deixar de referir questões fundamentais como a proposta de Acabar com a Economia da Dívida e de democratizar a produção de dinheiro, ou a atribuição de um Rendimento Básico Incondicional a todos os cidadãos europeus, que permitem criar as condições económicas e sociais para emergir a mudança de consciência que o PAN tanto deseja – irei centrar-me em sete razões que justificam por que no próximo domingo devemos todos ir às urnas e votar PAN. Continuar a ler