Pensatempos

Orlando Figueiredo


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Patria

Spot publicitário do salão erótico de Barcelona 2016 – http://saloneroticodebarcelona.com

Vivimos en un país asquerosamente hipócrita, pero algunos no nos rendimos


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Do direito ao voto ao direito à voz – “Against Elections”, o mais recente livro de David van Reybrouck

Against Elections: The Case for Democracy

Against Elections: The Case for Democracy

David van Reybrouck é um escritor belga, flamengo, com uma vasta obra publicada no domínio da poesia da prosa, teatro, ensaio político e histórico. Um dos seus mais recentes livros, traduzido para inglês com o nome Against Elections: The case for Democracy, discute a crise da democracia, as suas origens e apresenta diversas propostas de soluções. Estruturado em sete capítulos, I – Sintomas; II – Diagnóstico; III – Patogénese e IV – Remédios, van Reybrouck identifica a crise da legitimidade e a crise da eficiência como os principais problemas da crise da democracia.

David Van Reybrouck

David van Reybrouck, autor de Against Elections

Ao longo do livro, Reybrouck desmonta o processo eleitoral, como método de perpetuação de uma aristocracia política que apenas difere da aristocracia tradicional por não se vincular à hereditariedade. O autor mostra como, após as revoluções americana e francesa, feitas pelo povo, o poder foi tomado por uma elite economicamente favorecida que instaura as eleições como forma de perpetuação do seu poder. Afastados das urnas durante séculos, foram as lutas de classe e de género que reclamaram para as classes governadas o direito ao acesso às urnas.

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Not all cultures are equally valuable – the discussion

My former post on this blog, named “Not all cultures are equally valuable” glinted a few reactions, namely from two good friends, on facebook. I am now publishing their arguments and my answers to them. The facebook post is embed bellow.

Comment 1: Ouch… There are good Muslims and bad Muslims, good Christians and bad Christians, good Jews and bad Jews, good Buddhists and bad Buddhists, good men and bad men, good women and bad women, good Portuguese and bad Portuguese, good Belgians and bad Belgians, good Saudis and bad Saudis… I still prefer a good Saudi to a bad Belgian.

Answer to comment 1:

Not talking about individuals, but about cultures. I prefer a good Saudi to a bad Belgian, too. But I feel more comfortable living in Belgium, which has democratic laws and where you can be Muslim, Christian, Jew or atheist without the fear of facing prison. I think that the Belgian cultural background is more valuable to the construction of a better world than the Saudi culture. In fact, a good Saudi, or at least one that cares with a fair society, should be very critical of the Saudi society.
Let’s say that I am a good Portuguese and I care with fairness and equality. I must, indeed, criticise my own society. The difference between me and the Saudi is that I can do it without the fear of facing prison, suffering expulsion from my country or even losing my job. This is why I prefer Portugal (or Belgium) to Saudi Arabia. But it doesn’t mean that Portuguese (or Belgian, or European, or western) society does not need critical thinking. In fact it needs, only a different kind of criticism than Saudi Arabia needs. Continuar a ler


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Not all cultures are equally valuable

Versão portuguesa: Nem todas as culturas são iguais

In his book entitled “The Moral Landscape”, Sam Harris, a staunch defender of atheism and part of a movement known as New Atheism, discuss and criticises the politically correct cultural relativism. Harris argues that there are cultures that cause suffering while others promote well-being. In consequence, they must be differently valued. The Landscape from the title concerns the hilly 3D graphics showing the well-being achieved as the dependent variable and the cultural background of diverse societies as the independent one. Highest hills represent, of course, societies that were capable of achieving better well-being. He also recognises the subjectivity of the term well-being. However, as a neuroscientist, he also proposes methods of measuring it objectively, namely using the concentration of happiness related molecules in our brains.
The recent events in Brussels airport and in the metro station of Maelbeek show, unfortunately once again, how right Sam Harris is. Many will affirm that this is not Islam; they’ll bespeak Islam as a peaceful religion, and claim radicalism as the cause of terrorist attacks, not Islam. And they’re right. I do believe there are plenty Muslims that do not agree with daesh ways. However, Islam, like all other Abrahamic religions, is a misogynist, male chauvinist society, and a homophobic and xenophobe culture. If self-entitled Muslims, like most self –entitled Christians and Jews, defend peace and human rights, it is not because of their religion, but in spite of it. In fact, it needs a really flexible interpretation to discern the “Old Testament”, the “Tora” or the “Coran”, as texts of peace. I am also convinced most of these people are Muslims, Christians or Jews because they were educated in that culture, and never had the opportunity of making a critical reading of their religion books.
It is time to stop with the politically correct discourse that all cultures are equally good and valuable. Individuals must be always treated as persons, and have their will respected within the boundaries of democracy, by all, laic or religious, cultures. But, cultures and ideas must be strongly criticised and, if that is the case, denounced.
After all I still prefer Belgium to Saudi Arabia, and it is not just because women can freely drive in the former.


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RBI – Debate

Debate sobre a aplicação do Rendimento Básico Incondicional – A transição para uma alternativa social inovadora

Organização: Grupo de Estudos Políticos, PAN, Movimento – Rendimento Básico Incondicional Portugal, Grupo Teoria Política – CEHUM, IHC

15 e 16 de fevereiro

Assembleia da República – FCSH/UNL

Consulte o programa completo em: http://www.rendimentobasico.pt/index.php/eventos/

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No contexto do colóquio sobre rendimento básico incondicional de dias 15 e 16 de Fevereiro o GAIA, em colaboração com os organizadores do colóquio, promove um jantar-debate na segunda-feira, dia 15, pelas 20h30, no GAIA em Alfama, sobre o tema “Rendimento básico incondicional: caminho para uma sociedade mais justa e ecologicamente sustentável ou simples instrumento do capitalismo?”

 O texto que servirá de base à discussão, escrito por Orlando Figueiredo, foi apresentado no dia 7 de Maio de 2014, na Conferência “Rendimento Básico Incondicional? Dignidade e Liberdade”, organizada pelo Grupo de Estudos Políticos da Universidade da Beira Interior – Covilhã, Portugal e pode ser lido aqui: https://pensatempos.net/2014/05/31/rendimento-basico-incondicional-e-sustentabilidade-da-predacao-a-simbiose/

§RB

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Mais informação sobre o RBI em: http://www.rendimentobasico.pt


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Eutanásia

Assunto recentemente abordado no blogue A Semente do Diabo por Lara Silva no artigo Morrer ou não morrer, eis a questão e comentado por João Ferreira Dias em O Direito e a Liberdade de Morrer, o debate sobre a eutanásia está, por via da maioria parlamentar de esquerda, de novo na ordem do dia; e ainda bem.
Por força de circunstâncias laborais, vivo em Bruxelas, na Bélgica; país onde a eutanásia foi legalizada há mais de uma década. O parlamento belga aprovou a lei da eutanásia no dia 28 de maio de 2002 e em dezembro de 2013 o senado votou e aprovou a extensão da lei a crianças com doenças terminais. Aqui e ali ouvem-se notícias (por vezes sensacionalistas) de casos que assumem contornos pouco claros e tocam a fronteira da legalidade. Contudo, são poucos, mesmo muito poucos, os casos que chegam aos meios de comunicação. Desde que a lei foi aprovada, o número de casos de eutanásia na Bélgica ronda os 1400 por ano. No último ano não me lembro de ouvir falar de mais de dois casos no Journal Télévisé, o telejornal de La Une, um dos principais canais francófonos da televisão belga. (Infelizmente, o meu neerlandês ainda não é suficiente para tirar proveito dos meios de comunicação belgas neerlandófonos, mas, no que respeita a este tema, as coisas não devem divergir muito). Continuar a ler


Charlie Hebdo: one year after “L’assassin court toujours”

The Vatican newspaper announced today that the Vatican finds today’s Charlie Hebdo cartoon offensive to all religions. Well, deal with it, that’s all I have to say. Actually, I find most of the declarations from the Vatican, as well as from other religions like Judaism and Islamism, deeply offensive to all humankind.

charlie