Pensatempos

Orlando Figueiredo


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Coadoção (isto já devia estar resolvido)

Depoimento da psicóloga Gabriela Moita sobre a coadoção.


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iDemocracia

É hábito criticar os mais jovens por andarem agarrados às mensagens dos telemóveis e ao facebook. Que se alienam e ficam distantes da realidade. Que não comunicam cara a cara e que se escondem por detrás de um perfil virtual e de um iGadget qualquer. Quando oiço estes comentários apenas me ocorre uma imagem de uma população ao rubro em frente a um ecrã gigante, embriagada pelo calor e pela cerveja que acreditam matá-lo, e unida pelo sofrimento e pela ânsia de mais um golo do Benfica (ou do Sporting, ou de Portugal, tanto faz porque dá tudo no mesmo).

Uma boa parte de nós, ao longo de pelo menos a história das civilizações, acreditou sempre que a geração seguinte era tão irresponsavelmente fútil e inútil, que o fim do mudo estaria apenas a alguns anos de distância. Foi assim com a minha geração e as manias das danças modernas e dos cabelos pirosos dos anos 80. Foi assim com a geração que alguém, que não merece o meu respeito intelectual e político, chamou de geração rasca e que agora está à rasca. Mas isso não me impede de vir em defesa dos nossos jovens e da sua idiossincrática forma de comunicar. Os iGadgets, que tantos de nós criticam, fizeram a Primavera Árabe, levaram 1 milhão de pessoas à rua em várias cidades portuguesas no dia 15 de setembro, trouxeram milhões às ruas de Espanha num movimento quase continuo e, mais recentemente, transformaram o Brasil num local perigoso para se ser político e corrupto. Continuar a ler


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O fim da economia tal como a conhecemos?

O fim da economia tal como a conhecemos?


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Solstício

O solstício de Verão é o momento, no movimento aparente anual da esfera celeste, em que o Sol atinge a altura angular máxima, medida a partir da linha do equador. Celebrado pela grande maioria das tradições pagãs e xamânicas ao longo dos vários milénios da existência humana, é também conhecido por Litha na tradição celta. No hemisfério norte celebra-se por volta do dia 21 de junho e no hemisfério sul por volta de 21 de dezembro.
Este ano, no hemisfério norte, as celebrações do solstício de verão conduziram cerca de 21 000 pessoas às pedras anciãs de Stonehange para verem nascer o Sol no dia mais longo do ano. É um regresso à espiritualidade da Terra, à Pacha Mama dos Quíchua, à Gäia dos Gregos ancestrais, à Bhūmī-Devī da Índia hindu (ou do hindustão, como os indianos preferem dizer), à Erecura celta, à Ceridwen galesa, à Vénus de Willendorf…

O regresso à celebração do feminino em falta neste mundo patriarcal.

As fotos (há mais aqui) testemunham um festival espontâneo ligado à simplicidade e à frugalidade de quem comunga com as suas origens e está liberto da moralidade castradora e hipócrita das celebrações mais tradicionais.

É a celebração da liberdade.

De repente…

tudo é livre,

tudo é excelente,

tudo é perfeito!

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Professores, manifestações, greves e exames: afinal o que queremos da escola?

A manifestação de professores que ontem ocorreu (e na qual participei) reuniu cerca de 50 000 professores, desceu a Avenida da Liberdade do Marquês até aos Restauradores e foi notícia de abertura de telejornais em todos os canais generalistas. A polémica está no ar com o país dividido entre os que compreendem e apoiam os professores apesar dos possíveis problemas associados a realização de exames na próxima segunda-feira e os que demonizam os professores (e demais funcionários públicos) e os consideram culpados de todos os males do mundo. Tristemente, subjacente a todos estes discursos, está a demagogia e a hipocrisia de quem está, sobretudo, preocupado não com a educação dos portugueses, mas com a sua certificação. A data escolhida pelos sindicatos dos professores para fazer greve foi inteligentemente cirúrgica. Greve às avaliações e aos exames é uma forma mediática de luta que gera entropia suficiente nas escolas para deixar Crato com os cabelos em pé.

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Maneiras de dizer

Todo o conhecimento é uma maneira de dizer o mundo.