Pensatempos

Orlando Figueiredo

Sebastianismos

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Santana Castilho é o novo D. Sebastião dos professores. Oportunista e demagogo, como sempre foi, os seus escritos deixam transparecer mais o ressentimento de a sua pessoa ter sido preterida a favor do Cratino atual ministro, que uma preocupação honesta e sincera com uma educação pública, crítica e livre. Deem-lhe oportunidade e terão uma deceção tão grande quanto a que o Crato trouxe com os seus argumentos falaciosos do rigor e da exigência.
Como diz Henry Giroux, só teremos uma educação de excelência quando todos os professores forem intelectuais críticos. Para isso, é preciso dominarem as ferramentas próprias da sua profissão; antes disso, teremos apenas proletários assalariados que papagueiam acriticamente saberes desajustados e anacrónicos da nossa realidade.
Como disse o poeta, “É a hora!”. É a hora de os professores se emanciparem. Peguemos nos livros de pedagogia crítica, de construtivismo, de história e sociologia da educação e façamos desta epistemologia o senso-comum dos profissionais da educação.
Se o Portugal de hoje é nevoeiro, dissipemo-lo por via da cultura e da intelectualidade. Em que outra profissão pode isto ser mais verdade?

Chega de sebastianismo. Mãos à obra!

Santana Castilho

Autor: Orlando Figueiredo

| Professor | Investigador | Ecologista | Ativista | Aprendente do mundo |

One thought on “Sebastianismos

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