Pensatempos

Orlando Figueiredo


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Parabéns Mia

Mia CoutoSou um leitor assíduo de Mia Couto. Delicio-me com a forma como reinventa o português e o travo moçambicano que lhe impregna. Gosto da ficção e dos mundos para onde a sua escrita me transporta, da problematização da natureza humana e das contingências, simultaneamente regionais e universais, que emergem nessa problematização.

De acordo com o jornal Público, o júri considerou que a atribuição do prémio se justificava pela “vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a profunda humanidade”. O que me cativa na obra de Mia é sobretudo a humanidade, o amor que o o autor coloca em cada um dos seus personagens deixa transparecer o amor que ele sente pela terra, pelo povo, pela cultura moçambicana e pela lusofonia. A inovação estilística e os neologismo são interessantes sobretudo porque traduzem e valorizam a omnipresença da humanidade da sua escrita.

PensatemposPensatempos, o nome deste blogue, foi emprestado do título de um livro de textos de opinião de Mia Couto publicado em 2005 (os créditos estão plasmados na barra lateral da página de início). Não é um livro de ficção. São reflexões, pensamentos localizados num tempo específico – pensatempos. Nele encontramos a Carta ao Presidente Bush, publicada no semanário Savana em 2003, aquando da invasão do Iraque pelas tropas estadounidenses, ou Uma palavra de conselho e um conselho sem palavras, um texto elaborado para crianças lusófonas integradas no programam interescolar Ciência Viva, publicado em Julho de 2004. Continuar a ler


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Sebastianismos

Santana Castilho é o novo D. Sebastião dos professores. Oportunista e demagogo, como sempre foi, os seus escritos deixam transparecer mais o ressentimento de a sua pessoa ter sido preterida a favor do Cratino atual ministro, que uma preocupação honesta e sincera com uma educação pública, crítica e livre. Deem-lhe oportunidade e terão uma deceção tão grande quanto a que o Crato trouxe com os seus argumentos falaciosos do rigor e da exigência.
Como diz Henry Giroux, só teremos uma educação de excelência quando todos os professores forem intelectuais críticos. Para isso, é preciso dominarem as ferramentas próprias da sua profissão; antes disso, teremos apenas proletários assalariados que papagueiam acriticamente saberes desajustados e anacrónicos da nossa realidade.
Como disse o poeta, “É a hora!”. É a hora de os professores se emanciparem. Peguemos nos livros de pedagogia crítica, de construtivismo, de história e sociologia da educação e façamos desta epistemologia o senso-comum dos profissionais da educação.
Se o Portugal de hoje é nevoeiro, dissipemo-lo por via da cultura e da intelectualidade. Em que outra profissão pode isto ser mais verdade?

Chega de sebastianismo. Mãos à obra!

Santana Castilho


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Vale do Tua – Um ecossistema em perigo iminente

O vale do Tua é um ecossistema ribeirinho único na Europa, que neste momento está ameaçado pela construção da barragem, colocando em risco o Douro Vinhateiro – Património Mundial da Humanidade. Neste documentário produzido pela Aid Nature, teremos a oportunidade de ver imagens inéditas das espécies que habitam neste ecossistema único na Europa e paisagens deslumbrantes. Participe!

www.pan.com.pt/valedotua.


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Construtivismo crítico, de Joe Kincheloe

Os professores que têm acesso à teoria construtivista crítica, por exemplo, são capacitados para colocar questões tipicamente ignoradas acerca dos propósitos sociopolíticos do ensino. Num contexto teórico crítico, podem discernir mais claramente o modo como a educação opera para reproduzir ou desafiar as estruturas sociopolíticas e económicas dominantes. Entendimentos teóricos desta natureza são profundamente importantes em termos de aprender a pensar, a ensinar, e a viver democraticamente. O propósito educativo não pode ser dissociado da justiça social, libertação humana [e animal], autodireção, resistência à regulação, edificação da comunidade, formas mais profundas de interligação humana e luta pela liberdade. Quando os educadores fracassam na aquisição destes quadros teóricos, as escolas tornam-se, inexoravelmente, máquinas de seleção para a nova ordem cooperativa […]. Sem tais modos informados de atribuição de significados, as escolas tendem a reforçar as estruturas patriarcais, práticas educativas eurocêntricas, a homofobia […], o racismo [e o especismo]. A luta pela alma da educação na América do Norte [, assim como na Europa e em Portugal,] está a ser travada no caminho que se perfila ante de nós. O construtivismo crítico ajuda-nos a compreender os passos que aqueles que manuseiam o poder dominante definiram para criar um sistema educativo que beneficia os mais privilegiados em detrimento daqueles que são marginalizados  por questões de raça, classe, género e sexualidade.

In Kincheloe, J. L. (2006). Construtivismo crítico. Mangualde: Edições Pedago. (p. 18).


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17 de Maio – Dia Mundial Contra a Homofobia

Direitos LGBT são direitos humanos.

O novo vídeo da ONU por um mundo livre e igual


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Documentário sobre o Vale do Tua – 8 de Maio às 20h na Fnac Colombo

Vale do Tua

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O PAN e a aidnature associaram-se na produção de um documentário sobre o Vale do Tua. É uma pequena metragem que visa sensibilizar as pessoas para a beleza, riqueza e diversidade de um ecossistema que vai ser destruído para servir os interesses de poucos. O documentário e o website serão lançados na próxima quarta-feira na Fnac do Centro Comercial Colombo. Para tomar o gosto não deixe de ver o teaser.

Apareça.