Pensatempos

Orlando Figueiredo


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Reportagem sobre a vinda de Denys Rinpoché a Portugal de 24 a 27 de abril de 2014

Denys Rinpoché é um dos principais herdeiros espirituais de Kyabjé Kalou Rinpoché, um dos maiores mestres do budismo tibetano do século XX. A sua dupla formação universitária, em França e de Lama na tradição tibetana, associada a longos retiros ióguicos, fazem dele um ensinante capaz de transmitir os ensinamentos orientais numa perspetiva ocidental atual. Co-fundador da União Budista Europeia, da qual foi presidente durante vários anos, é o Diretor da Comunidade Rimay, o mestre e a fonte dos seus ensinamentos e transmissões. Com inúmeras iniciativas e projetos por todo o mundo, há mais de trinta anos que trabalha em prol dos valores humanos fundamentais, da cooperação inter-tradições e da harmonia ecológica. Transmite, atualmente, os ensinamentos da Consciência plena / Atenção plena, segundo o protocolo MBFT (Mindfulness Based Fondamental Therapy), do qual é fundador e principal ensinante.
Durante a sua estadia em Portugal, em abril útimo, tive oportunidade de colaborar com uma entrevista para o programa Caminhos (RTP 2). Fica aqui a reportagem.


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Colóquio Rendimento Básico Incondicional: Um novo direito humano?

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Rendimento básico: Incondicional? – Dignidade e Liberdade

O Grupo de Estudos Políticos, com apoio do Instituto de Filosofia Prática, organizou, no dia 7 de maio de 2014, no anfiteatro das Sessões Solenes, uma conferência onde se debateu a questão do Rendimento Básico Incondicional, ao qual se seguiu a apresentação do livro “Estado Social, De todos para todos”, organizado pelos professores André Barata (UBI) e Renato Carmo (ISCTE), com apresentação de Catarina Albergaria (Secretária executiva da UGT).

Painel I: André Barata (UBI), Roberto Merril (CEHUM e CEVIPOF), Raquel Varela (IHC) e Catarina Albergaria (Secretária executiva da UGT)

Painel II: Luís Garra (Coordenador da União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco), Ricardo Moreira (Precários Inflexíveis), António Dores (ISCTE) e Orlando Figueiredo (PAN).

Apresentação do livro “Estado Social, De todos para todos”.
Organização de André Barata (UBI) e Renato Carmo (ISCTE); apresentação a cabo de Catarina Albergaria (Secretária executiva da UGT).

Nota: Pode ler o texto completo da minha apresentação aqui.


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Rendimento Básico Incondicional e Sustentabilidade: da predação à simbiose

Texto apresentado na Conferência “Rendimento Básico Incondicional? Dignidade e Liberdade”
7 de maio de 2014
Grupo de Estudos Políticos da Universidade da Beira Interior – Covilhã, Portugal.

RBIOrlando Figueiredo
Partido pelos Animais e pela Natureza

Introdução
Aristóteles via dois modos de gestão da óikos da Grécia helénica: 1) o modo económico e 2) o modo crematístico. No primeiro, a óikos é gerida tendo em conta os recursos disponíveis, a sua usabilidade e a maximização do bem-estar da família; no segundo, o objetivo é a acumulação de riqueza a qualquer preço. De acordo com estes dois pontos de vista, a maior parte do que no mundo de hoje chamamos economia deveríamos apelidar crematística. Não temos faculdades de economia, mas faculdades de crematística, não temos um sistema económico, mas um sistema crematístico e não temos uma gestão económica das sociedades humanas, mas um aproveitamento crematístico.
O enviesamento crematístico do sistema global de gestão da óikos impossibilita a inclusão das sociedades humanas no processo metabólico do planeta, com consequências de empobrecimento generalizado das populações humanas, mas também da riqueza e biodiversidade das formas de vida e dos ecossistemas (Riechmann, 2006, 2012b)⁠. As sociedades humanas e, por consequência, os humanos são excluídos ecológicos e esta exclusão deve-se aos modelos de produção e consumo lineares que não respeitam os processos, as leis e os limites do mundo físico (a physis aristotélica). Do ponto de vista ecológico esta é, talvez, a principal diferença entre os sistemas crematístico e económico. Enquanto o sistema económico é fisiocrático porque respeita as leis naturais, o sistema crematístico é, do ponto de vista teórico, tido como um sistema isolado do mundo físico assente na utopia da possibilidade do crescimento ad infinitum, na desigualdade social e ecológica, nas oligarquias plutocráticas e na exploração do outro (humano e não humano) (Figueiredo, 2013)⁠.
Nesta intervenção irei discutir de que forma a atribuição de um Rendimento Básico Incondicional (RBI) a todos os cidadãos poderá contribuir para promover a sustentabilidade das sociedades humanas e permitir a (re)inclusão do humano no ecossistema global. Na análise sequente, argumentarei que a atribuição de um RBI contribui para a inclusão social dos indivíduos e a promoção de estilos de vida frugais, capazes de fazer face às exigências biomiméticas e de decrescimento impostas pelo mundo físico. Desmontarei a ideia da virtuosidade teleológica do trabalho e mostrarei como, em determinadas circunstâncias e tendo por pano de fundo uma perspetiva holística, é preferível ter cidadãos ociosos a ter cidadãos empregados em trabalhos socialmente valorizados mas com um impacto global negativo. Continuar a ler


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A Economia da Dívida e o Buraco Orçamental da Madeira

DívidaÀ semelhança do resto do país e de outros países da UE e da zona Euro, a Região Autónoma da Madeira não escapou ilesa à dívida soberana e apresentou um buraco orçamental de 7 mil milhões de euros. As dívidas soberanas devém-se à má gestão das contas públicas, mas também ao facto de os estados estarem reféns da banca para financiar os seus projetos e a sua administração. A banca cria dinheiro a partir do nada através da emissão de dívida a privados, empresas e estados. Sobre o dinheiro emprestado pela banca, os devedores são obrigados a pagar uma renda (juros) por um bem que não existia antes de a dívida ser contraída, provocando a deslocação de riqueza dos setores sociais mais desfavorecidos para os mais ricos o que confere um caráter imoral a todo o processo. Se um cidadão comum imprimisse dinheiro no sótão da sua casa e o colocasse em circulação teria, certamente, uma visita da polícia a sua casa. Contudo, a banca comercial faz eletronicamente o que levaria um cidadão comum à cadeia. Por força dos tratados da zona euro, o Banco Central Europeu não pode ceder dinheiro aos estados e a única alternativa que estes têm é continuar a endividar-se como foi o caso de Portugal. Outro efeito perverso desta situação é a criação de bolhas de investimento que acabam em ativos tóxicos, como foi o caso da bolha imobiliária em Inglaterra e, apesar de raramente ser referida, também em Portugal. Estima-se que entre 95% a 97% do dinheiro em circulação na zona euro é dinheiro criado eletronicamente pela banca sem qualquer controlo do Banco Central Europeu, a única entidade oficialmente autorizada a imprimir notas e a cunhar moeda no âmbito da moeda comum. A questão que se põe é: Como pode este processo ser travado? Continuar a ler


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Entrevista de Domingos Andrade a Orlando Figueiredo, cabeça de lista do PAN às eleições Europeias, no Porto Canal

22-maio-2014


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Sete razões para votar PAN

reestruturarCaras amigas e caros amigos,

Aproxima-se o fim da campanha eleitoral das eleições para o Parlamento Europeu, pelo que gostaria de partilhar convosco a minha perspetiva das experiências que vivenciei nas últimas semanas.

No dia 28 de abril, antes de o PAN disponibilizar o Programa Político Europeias 2014 na internet, visitei o Estabelecimento Prisional do Linhó e conversei com algumas das pessoas que aí estão reclusas. A grande maioria desconhecia que, mesmo em situação de reclusão, tinham o direito a votar. Mais tarde o PAN veio a saber que nesse estabelecimento prisional dois reclusos solicitaram o voto antecipado por correspondência. O PAN fez aí a diferença.

Porém, esta está longe de ser a única diferença que o PAN tem sido capaz de fazer. Numa campanha pouco mediatizada, com apenas um debate entre partidos onde o PAN teve assento, e fortemente centrada nas questões económicas, senti alguma dificuldade em fazer passar uma mensagem integral e dar a relevância às outras temáticas. A visão integral do PAN que rejeita o antropocentrismo vigente, e reconhece valor intrínseco e direitos aos Animais e à Natureza, nem sempre transpareceu nos meios de comunicação social. Se por um lado esta situação é indiciadora de que os meios de comunicação começam a ver o PAN como um partido com um projeto social sério e exequível – onde a defesa dos que pela sua natureza não humana não tem voz – por outro lado deixa a descoberto a falta de interesse dos media nestas questões.

Em consequência – sem deixar de referir questões fundamentais como a proposta de Acabar com a Economia da Dívida e de democratizar a produção de dinheiro, ou a atribuição de um Rendimento Básico Incondicional a todos os cidadãos europeus, que permitem criar as condições económicas e sociais para emergir a mudança de consciência que o PAN tanto deseja – irei centrar-me em sete razões que justificam por que no próximo domingo devemos todos ir às urnas e votar PAN. Continuar a ler

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